
Ariete Santos Passos é uma artesã com mais de cinco anos de experiência na produção de peças que mesclam as técnicas de macramê e marcenaria. Desde sempre, ela enxergou na arte um refúgio, não apenas no ato de criar, mas também na contemplação do fazer manual. Com o nome de seu negócio, Ateliê Fulô de Açucena, Ariete expressa sua paixão pela arte de transformar materiais simples em peças cheias de significado.
Natural de Cícero Dantas-BA e atualmente residente em São Cristóvão-SE, Ariete compartilha com o mundo a beleza de seu trabalho, que é um reflexo de sua alma criativa. Seu ateliê não é apenas um espaço de produção, mas também de inspiração, onde a criatividade floresce e ganha vida, unindo sustentabilidade e beleza de forma única.
A história de Ariete é marcada pela busca de um espaço onde pudesse empreender de forma autêntica, respeitando seus valores e paixões. Ao fazer parte da Rede Sergipana de Mulheres Empreendedoras, ela encontrou a força de um coletivo, de mulheres que, como ela, acreditam no poder da colaboração e da economia criativa. A troca de experiências e apoio mútuo se tornou essencial para o crescimento de seu negócio, que já tem planos de expandir com novos serviços e a criação de um espaço físico, que seja uma extensão do cuidado e da afetividade presentes em suas peças.
Confira a entrevista completa com Ariete, que nos conta sobre sua trajetória, sua visão sobre o empreendedorismo e a importância da arte na sua vida e no seu trabalho.
1. O que inspirou você a dar início ao seu negócio, e como essa ideia tomou forma?
Resposta: Descobri na pandemia um amor pelas plantas e comecei a fazer macramê para decorar minha casa e deixar o espaço mais aconchegante. A produção cresceu e me fez tão bem que acumulei uma quantidade de peças e resolvi começar a divulgar e vender. Nesse processo de descoberta, comecei a fazer um curso de aprendiz de marcenaria, onde encontrei meu atual sócio e companheiro de vida, e onde me surgiu o incômodo pelo quantitativo de matéria-prima que era descartada em uma marcenaria de grande porte. Resolvi então criar peças para aproveitar ao máximo esse material, evitando assim o descarte. Surgiram as luminárias, que trazem um misto entre as técnicas de macramê e marcenaria.
2. De que maneira a Rede Sergipana de Mulheres Empreendedoras tem impactado o desenvolvimento do seu empreendimento?
Resposta: No geral, a amplitude de fazer parte de um grupo de mulheres tão potentes e capazes me faz mais forte, mais empoderada. Encontro referência na força delas, e passei a me sentir capaz como mulher e como empreendedora. Passei a entender que existe uma rede por trás da economia criativa, que possibilita pequenos negócios como o meu a ampliarem suas áreas de atuação e alcançar um maior número de pessoas.
3. Na sua visão, qual é o papel de iniciativas como a Rede Sergipana de Mulheres Empreendedoras no processo de estímulo do empreendedorismo liderado por mulheres?
Resposta: O primeiro impacto que tive ao fazer parte da rede de mulheres foi a conexão. Nossas histórias de vida se encontram e ecoam, dessa forma nos sentimos mais fortes, nos sentimos ouvidas e parte de algo muito maior, que é a economia criativa.
4. Quais são os próximos passos e projetos que você planeja para expandir o alcance do seu negócio?
Reposta: Desejamos ampliar ainda mais nosso negócio. Passamos a pensar em, além de produtos, oferecer também serviços como a elaboração de cursos e oficinas. Pensamos também em montar um espaço físico para receber nossos clientes e amigos e poder mostrar nossas peças em macramê e marcenaria em um espaço que valoriza a decoração afetiva.
5. O que mais a motiva e traz realização pessoal no trabalho que você desenvolve como empreendedora?
Resposta: O que mais me dá satisfação é o processo criativo, onde podemos trazer um novo significado e transformar madeira e linhas em lindas peças decorativas, trazendo um novo olhar para algo que seria descartado. Amo todas as etapas desse processo, seja o desenho das peças ou mesmo a produção. Além disso, a troca onde podemos ver o reconhecimento no olhar do outro ao entender como cada peça é feita, com todo o afeto que só peças artesanais podem oferecer.


Fotografia: Rafael Borgatto
